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Dia Mundial da Saúde: Boatos fazem mal à saúde

Mentiras sobre os riscos da vacinação só ajudam a aumentar os casos sobre a doença

Dia 07 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde, pensando nisso nós preparamos um texto para a conscientização de uma das maiores preocupações atuais, o surto de febre amarela, e o pior, as notícias falsas que geram histeria e prejudicam a sua prevenção.

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Agora já está confirmado pelo Ministério da Saúde que a vacina da febre amarela é recomendada para o Brasil inteiro. Todos os brasileiros sem contraindicação deverão, aos poucos, entrar na campanha de vacinação para evitar que a febre amarela se espalhe ainda mais.

A estratégia de ampliação é uma medida preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção para os brasileiros em geral, caso a área de circulação do vírus aumente. Nos últimos dois anos, o número de mortes pela doença aumentou, por isso, foi pensada uma estratégia para evitar que o problema se repita em 2019.

Mas o que preocupa tanto quanto a doença, são as notícias falsas a respeito dela disseminadas como científicas. Uma corrente de Whatsapp afirma que a vacina contra a febre amarela não funciona mais porque o vírus sofreu uma mutação. Em outro texto que circula por aí, a dica contra a doença é tomar própolis diluído na água ou no suco para se proteger contra o mosquito Aedes Aegypti. Mas os especialistas alertam: nada disso é verdade.

A mensagem de alerta sobre o vírus da febre amarela ter sofrido mutações e que mesmo vacinados correriam riscos, foi desmentida pela própria Fiocruz. A instituição publicou uma nota em suas redes sociais para desmentir os boatos, de fato, mutações foram encontradas no vírus da febre amarela em 2017, mas no mesmo dia da divulgação dos resultados da análise, a própria instituição informou que não havia redução na eficácia da vacina.

E se tomar própolis espanta o Aedes Aegypti? Seria bom demais pra ser verdade, apesar da própolis ter muitos efeitos benéficos, dizer que pode afastar mosquitos é um absurdo. E fiquem atentos com informações distorcidas e imprecisas. Foi muito divulgado que a vacina causa meningite, síndrome de Guillain-Barré, encefalopatia e paralisação do fígado.

Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi, a vacina tem efeitos colaterais, mas eles acometem pacientes em situações raras – há mais chance de acordo com a idade ou estado de saúde. Sabendo disso, o Ministério da Saúde determinou grupos de risco: bebês abaixo de 9 meses e mulheres amamentando não podem tomar uma dose, idosos precisam consultar um médico para checar se estão aptos para se vacinar.

A bula precisa constar tudo. Se acontecer uma coisa a cada 30 milhões, bilhões de doses, isso precisa estar na bula, é uma exigência da Anvisa.

A vacina é muito eficaz e muito segura. O que você tem que avaliar é se você prefere correr o risco de uma reação adversa muito difícil de ocorrer, ou se prefere correr o risco de passar por um surto de febre amarela, que mata entre 30% e 50% dos casos graves.

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